Artigos, Homilias › 02/04/2017

V DOMINGO DA QUARESMA – ANO A – 2017

HOMILIA  V DOMINGO DA QUARESMA/ por D.Bento O.S.B

Homilia do V domingo da quaresma|2017 em pdf

Caros irmãos e irmãs, as três leituras da liturgia de hoje estão intimamente relacionadas. Todas tratam da vida e da morte, mas, sobretudo, falam da vida nova, aquela oferecida por Jesus, enquanto peregrino aqui na terra, pois Ele é Aquele que tem poder para ressuscitar os mortos, é Aquele que é a Ressurreição e a Vida, como se apresenta diante de Marta no Evangelho de hoje.

Esse grande mistério nós estamos para celebrar no Domingo de Páscoa, mas celebramos em cada Eucaristia a mesma beleza dessa vitória de Jesus, que é também a nossa. Um Mistério, o maior de todos os Mistérios é o que, na verdade, celebramos, pois o Senhor vencerá a morte e triunfará vitorioso na manhã de Páscoa, dando-nos a possibilidade de experimentar a alegria da vida nova a partir e através da Sua morte na Cruz. Atualizamos esse grande Mistério quando nos reunimos em Assembleia para o Santo Sacrifício de Jesus. Isso se dá, exatamente, no hoje da nossa historia.

Existe um texto muito bonito, narrado por um jovem, que se apresenta com o rosto pintado; ele está fantasiado de palhaço e que diz assim:

“Imagine se você tivesse depositado na sua conta do Banco, todos os dias, oitenta e seis mil e quatrocentos reais; que você devia gastar ao longo do dia, porque no final desse dia, a conta seria zerada e, no dia seguinte, mais oitenta e seis mil e quatrocentos reais seriam depositados novamente.

Todos nós somos clientes desse Banco. Esse Banco se chama Tempo! Deus nos dá oitenta e seis mil e quatrocentos segundos para serem vividos da melhor maneira possível: amando, aprendendo, ensinando, caindo, levantando, vivendo! Porque pra saber o valor de um ano, pergunte pra um garoto que repetiu de ano! Pra saber o valor de um mês, pergunte pra uma mulher que teve um filho prematuro! Pra saber o valor de uma semana, pergunte a um editor de um jornal semanal! De um dia, às pessoas que tem tarefas árduas pra se fazer nesse dia! Pra saber o valor de uma hora, pergunte aos amantes que não veem a hora de se encontrar! Pra saber o valor de um minuto, pergunte a quem perdeu um avião! De um segundo, pra quem não conseguiu evitar um acidente de trânsito! Pra saber o valor de um milésimo de segundo, pergunte a um atleta, que ganhou medalha de prata nas Olimpíadas!

Por isso, Não desperdice o seu tempo, ele é o seu bem mais precioso; com ele que você vai compartilhar com as pessoas que você mais ama: seus filhos, sua esposa; seu marido; seus pais; seus avós; e que a gente só se dá conta quando a gente perde! Mas é que eu tinha tanto beijo pra dar, eu tinha tanto abraço pra dar; e aí a gente aprende, que as pessoas que a gente mais ama, são tiradas da gente muito depressa! Portanto, devemos deixar as pessoas que amamos, com palavras doces, pois pode ser a última vez que as vejamos! Por isso, a gente tem que viver o agora! Não adianta a gente pensar que lá no futuro, pois ele é incerto demais para os planos… Então, agarre-se no agora, pois o ontem é historia; o amanhã é um mistério e o hoje, ah… O hoje é uma dádiva! É por isso que se chama presente! Presente de Deus!

Por isso, devemos entender que quando celebramos a Sagrada Liturgia, celebramos o hoje daquele momento salvífico que nosso Senhor nos pediu para celebrar fazendo entre nós a Sua memória. Fazer memória é recordar e, mais que isso, na Eucaristia, é atualizar, é tornar presente um momento de Salvação, que é nosso!

Hoje, Jesus visita a nossa casa. Ele entra no povoado da nossa Betânia e deseja que O recebamos, porque o seu maior desejo que que tenhamos vida em abundância.

Hoje, Jesus grita do lado de fora das nossas sepulturas interiores, onde nos escondemos com as nossas mazelas e nossas misérias; que muitas vezes levamos de um lado para o outro e, que, guardamos a sete chaves, como se fosse algo de grande valor, porque não temos coragem de mostrar o nosso rosto e a nossa dor para o mundo que só valoriza as aparências!

Hoje, nosso Senhor pronuncia o nosso nome e nos provoca para darmos um passo em direção à vida. Não a uma vida qualquer, mas à Sua vida, à Sua misericórdia, ao Seu amor. Para nos dar um abraço de perdão e nos devolver a vida, como foi pensada por Deus Pai, quando criou o homem e a mulher.

Hoje, nosso Senhor nos chama pelo nome e ordena que saiamos do nosso egoísmo, que nos prende dentro de uma sepultura, que somente nós com a Sua graça, teremos condições de experimentar na beleza da partilha, como homens livres. Somos convidados a abrir as nossas mãos e o nosso coração para acolher aquele que padece com a fome de pão, com a fome de atenção, com a fome de um amor desinteressado e puro.

Hoje, nosso Senhor pronuncia o nosso nome e nos provoca um verdadeiro arrependimento, onde a alegria do perdão deve ser um sinal característico na vida de um autêntico cristão no mundo e na Igreja; um cristão que não tem medo de ser chamado ridículo, antiquado, maluco, porque ainda tem fé e não esconde, mas se expõe através de atos condizentes com a sua vida na vida de Cristo!

Hoje, nosso Senhor pronuncia o nosso nome, nos chama à vida e nos apresenta aqueles que estão experimentando diversos tipos de morte e, que nós, muitas vezes desviamos o nosso olhar e não nos comprometemos, porque um compromisso pode nos desestabilizar. Muitas vezes deixamos de ser geradores de vida nova a partir da Sua doutrina, dos Seus ensinamentos; tentamos impor as nossas ideias e não nos preocupamos em parar para escutar a dor e sofrimento dos outros!

Hoje, nosso Senhor pronuncia o nosso nome e nos impulsiona a fazer uma nova experiência de vida, onde vamos estender a nossa mão para aquele que caiu ao nosso lado, que não mais consegue discernir o que é certo ou errado; que toca o limiar da morte.

Hoje, nosso Senhor, parado diante de um túmulo fechado, que é o nosso lugar de egoísmo, um lugar de frieza espiritual, um lugar de indiferentismo, diante dos ataques do mundo contra a verdade e a vida, novamente Ele grita o nosso nome. Ele deseja que caiam por terra as ataduras do egoísmo, as ataduras da frieza espiritual, da indiferença e do relativismo, exatamente porque deseja para cada um de nós a vida plena. Deseja que vivamos nossa fé e o nosso amor com liberdade, como homens novos, como criaturas novas, porque Ele pode tudo na nossa historia; Ele nos ama com amor eterno, porque assim o Pai nos ama!

Hoje, nosso Senhor deseja atualizar em nós aquele momento em que gritou o nome de Lázaro e ordenou que ele saísse do seu estado de morte e passasse a viver a plena vida a partir Dele. Por isso, hoje, devemos abraçar a causa do Reino e viver nossa amizade com Jesus. Esta belíssima amizade de Jesus com esta família de Betânia, deve mover o nosso coração para vivermos com Ele e os seus amigos uma amizade sincera que eleva a alma daqueles que se amam e, assim, juntos, possamos tocar, já aqui na terra, as belezas e as alegrias do céu.

O momento presente é o dom que Deus nos concede para uma verdadeira conversão do coração. Jesus chora comovido ao ver a dor das duas irmãs. Aqueles que assistiam, como que a um espetáculo, fazem um comentário interessante: “Vede como Ele o amava!” É com esse amor que Ele nos ama e é com esse amor que também nós devemos nos amar.

Jesus toca o limite último do homem. Ele toca a morte com a Sua vida; a escuridão com

Caros irmãos e irmãs, as três leituras da liturgia de hoje estão intimamente relacionadas. Todas tratam da vida e da morte, mas, sobretudo, falam da vida nova, aquela oferecida por Jesus, enquanto peregrino aqui na terra, pois Ele é Aquele que tem poder para ressuscitar os mortos, é Aquele que é a Ressurreição e a Vida, como se apresenta diante de Marta no Evangelho de hoje.

Esse grande mistério nós estamos para celebrar no Domingo de Páscoa, mas celebramos em cada Eucaristia a mesma beleza dessa vitória de Jesus, que é também a nossa. Um Mistério, o maior de todos os Mistérios é o que, na verdade, celebramos, pois o Senhor vencerá a morte e triunfará vitorioso na manhã de Páscoa, dando-nos a possibilidade de experimentar a alegria da vida nova a partir e através da Sua morte na Cruz. Atualizamos esse grande Mistério quando nos reunimos em Assembleia para o Santo Sacrifício de Jesus. Isso se dá, exatamente, no hoje da nossa historia.

Existe um texto muito bonito, narrado por um jovem, que se apresenta com o rosto pintado; ele está fantasiado de palhaço e que diz assim:

“Imagine se você tivesse depositado na sua conta do Banco, todos os dias, oitenta e seis mil e quatrocentos reais; que você devia gastar ao longo do dia, porque no final desse dia, a conta seria zerada e, no dia seguinte, mais oitenta e seis mil e quatrocentos reais seriam depositados novamente.

Todos nós somos clientes desse Banco. Esse Banco se chama Tempo! Deus nos dá oitenta e seis mil e quatrocentos segundos para serem vividos da melhor maneira possível: amando, aprendendo, ensinando, caindo, levantando, vivendo! Porque pra saber o valor de um ano, pergunte pra um garoto que repetiu de ano! Pra saber o valor de um mês, pergunte pra uma mulher que teve um filho prematuro! Pra saber o valor de uma semana, pergunte a um editor de um jornal semanal! De um dia, às pessoas que tem tarefas árduas pra se fazer nesse dia! Pra saber o valor de uma hora, pergunte aos amantes que não veem a hora de se encontrar! Pra saber o valor de um minuto, pergunte a quem perdeu um avião! De um segundo, pra quem não conseguiu evitar um acidente de trânsito! Pra saber o valor de um milésimo de segundo, pergunte a um atleta, que ganhou medalha de prata nas Olimpíadas!

Por isso, Não desperdice o seu tempo, ele é o seu bem mais precioso; com ele que você vai compartilhar com as pessoas que você mais ama: seus filhos, sua esposa; seu marido; seus pais; seus avós; e que a gente só se dá conta quando a gente perde! Mas é que eu tinha tanto beijo pra dar, eu tinha tanto abraço pra dar; e aí a gente aprende, que as pessoas que a gente mais ama, são tiradas da gente muito depressa! Portanto, devemos deixar as pessoas que amamos, com palavras doces, pois pode ser a última vez que as vejamos! Por isso, a gente tem que viver o agora! Não adianta a gente pensar que lá no futuro, pois ele é incerto demais para os planos… Então, agarre-se no agora, pois o ontem é historia; o amanhã é um mistério e o hoje, ah… O hoje é uma dádiva! É por isso que se chama presente! Presente de Deus!

Por isso, devemos entender que quando celebramos a Sagrada Liturgia, celebramos o hoje daquele momento salvífico que nosso Senhor nos pediu para celebrar fazendo entre nós a Sua memória. Fazer memória é recordar e, mais que isso, na Eucaristia, é atualizar, é tornar presente um momento de Salvação, que é nosso!

Hoje, Jesus visita a nossa casa. Ele entra no povoado da nossa Betânia e deseja que O recebamos, porque o seu maior desejo que que tenhamos vida em abundância.

Hoje, Jesus grita do lado de fora das nossas sepulturas interiores, onde nos escondemos com as nossas mazelas e nossas misérias; que muitas vezes levamos de um lado para o outro e, que, guardamos a sete chaves, como se fosse algo de grande valor, porque não temos coragem de mostrar o nosso rosto e a nossa dor para o mundo que só valoriza as aparências!

Hoje, nosso Senhor pronuncia o nosso nome e nos provoca para darmos um passo em direção à vida. Não a uma vida qualquer, mas à Sua vida, à Sua misericórdia, ao Seu amor. Para nos dar um abraço de perdão e nos devolver a vida, como foi pensada por Deus Pai, quando criou o homem e a mulher.

Hoje, nosso Senhor nos chama pelo nome e ordena que saiamos do nosso egoísmo, que nos prende dentro de uma sepultura, que somente nós com a Sua graça, teremos condições de experimentar na beleza da partilha, como homens livres. Somos convidados a abrir as nossas mãos e o nosso coração para acolher aquele que padece com a fome de pão, com a fome de atenção, com a fome de um amor desinteressado e puro.

Hoje, nosso Senhor pronuncia o nosso nome e nos provoca um verdadeiro arrependimento, onde a alegria do perdão deve ser um sinal característico na vida de um autêntico cristão no mundo e na Igreja; um cristão que não tem medo de ser chamado ridículo, antiquado, maluco, porque ainda tem fé e não esconde, mas se expõe através de atos condizentes com a sua vida na vida de Cristo!

Hoje, nosso Senhor pronuncia o nosso nome, nos chama à vida e nos apresenta aqueles que estão experimentando diversos tipos de morte e, que nós, muitas vezes desviamos o nosso olhar e não nos comprometemos, porque um compromisso pode nos desestabilizar. Muitas vezes deixamos de ser geradores de vida nova a partir da Sua doutrina, dos Seus ensinamentos; tentamos impor as nossas ideias e não nos preocupamos em parar para escutar a dor e sofrimento dos outros!

Hoje, nosso Senhor pronuncia o nosso nome e nos impulsiona a fazer uma nova experiência de vida, onde vamos estender a nossa mão para aquele que caiu ao nosso lado, que não mais consegue discernir o que é certo ou errado; que toca o limiar da morte.

Hoje, nosso Senhor, parado diante de um túmulo fechado, que é o nosso lugar de egoísmo, um lugar de frieza espiritual, um lugar de indiferentismo, diante dos ataques do mundo contra a verdade e a vida, novamente Ele grita o nosso nome. Ele deseja que caiam por terra as ataduras do egoísmo, as ataduras da frieza espiritual, da indiferença e do relativismo, exatamente porque deseja para cada um de nós a vida plena. Deseja que vivamos nossa fé e o nosso amor com liberdade, como homens novos, como criaturas novas, porque Ele pode tudo na nossa historia; Ele nos ama com amor eterno, porque assim o Pai nos ama!

Hoje, nosso Senhor deseja atualizar em nós aquele momento em que gritou o nome de Lázaro e ordenou que ele saísse do seu estado de morte e passasse a viver a plena vida a partir Dele. Por isso, hoje, devemos abraçar a causa do Reino e viver nossa amizade com Jesus. Esta belíssima amizade de Jesus com esta família de Betânia, deve mover o nosso coração para vivermos com Ele e os seus amigos uma amizade sincera que eleva a alma daqueles que se amam e, assim, juntos, possamos tocar, já aqui na terra, as belezas e as alegrias do céu.

O momento presente é o dom que Deus nos concede para uma verdadeira conversão do coração. Jesus chora comovido ao ver a dor das duas irmãs. Aqueles que assistiam, como que a um espetáculo, fazem um comentário interessante: “Vede como Ele o amava!” É com esse amor que Ele nos ama e é com esse amor que também nós devemos nos amar.

Jesus toca o limite último do homem. Ele toca a morte com a Sua vida; a escuridão com a sua luz; a dor da perda com a alegria da Sua presença. Jesus nos faz entender que a experiência do amor toca o limite da morte, da dor e da perda. Jesus dá a vida a Lázaro e é condenado à morte. Quem dá a vida, recebe a morte; mas ao morrer, recebe a plenitude da vida. A Cruz que Jesus vai abraçar e carregar por cada um de nós, manifesta a beleza do seu amor que não tem limites, quando se trata de salvar e dar vida nova ao homem de todos os tempos, Ele é o exemplo máximo de um amor que não encontra limites.

Que a Santa Mãe de Deus nos conduza nesses últimos dias de preparação para a Páscoa de nosso Senhor e, que, com Ele e por Ele vivamos intensamente o nosso hoje, pois essa é a graça que nosso Deus nos concede, enquanto peregrinos rumo à Jerusalém do Alto.

a sua luz; a dor da perda com a alegria da Sua presença. Jesus nos faz entender que a experiência do amor toca o limite da morte, da dor e da perda. Jesus dá a vida a Lázaro e é condenado à morte. Quem dá a vida, recebe a morte; mas ao morrer, recebe a plenitude da vida. A Cruz que Jesus vai abraçar e carregar por cada um de nós, manifesta a beleza do seu amor que não tem limites, quando se trata de salvar e dar vida nova ao homem de todos os tempos, Ele é o exemplo máximo de um amor que não encontra limites.

Que a Santa Mãe de Deus nos conduza nesses últimos dias de preparação para a Páscoa de nosso Senhor e, que, com Ele e por Ele vivamos intensamente o nosso hoje, pois essa é a graça que nosso Deus nos concede, enquanto peregrinos rumo à Jerusalém do Alto.

 

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